A machosfera e a desinformação de gênero como estratégia para deslegitimar os direitos das mulheres

  • Autor
  • Mabel Dias dos Santos
  • Co-autores
  • Carolina Dantas de Figueiredo
  • Resumo
  •  
    O Brasil registrou no primeiro semestre de 2025, uma escalada de violência contra as mulheres. Os feminicídios de Tainara Santos Souza, em São Paulo, Allane Pedrotti e Layse Pinheiro, no Rio de Janeiro, evidenciam o que a demógrafa Jackeline Romio, classifica como epidemia de violência de gênero.1
    Observamos nas plataformas digitais, canais e perfis que propagam discursos de ódio e conteúdos desinformativos sobre as mulheres, administrados por homens que integram o que tem sido denominado como “machosfera” (Vilaça & D’Andrea, 2021). Uma das plataformas onde podemos encontrar este tipo de discurso é o Instagram, da empresa Meta. O influenciador Rafael Aires, que conta com dois milhões de seguidores, produz vídeos com conteúdos que reproduzem estereótipos em relação às mulheres e desinformam sobre a legislação protetiva contra a violência de gênero no Brasil. A governança das plataformas confere visibilidade aos conteúdos com maior engajamento e os algoritmos privilegiam posts sensacionalistas. (Recuero, 2024). Elementos presentes no perfil de Aires.
    A deputada da extrema direita, Júlia Zanatta (PL -SC), apresentou ao Congresso Nacional, um projeto de lei, alterando a Lei Maria da Penha, beneficiando homens e punindo mulheres, alinhando-se ao discurso de Aires. Queremos identificar se a visibilidade do discurso de Aires nas plataformas pode contribuir para a aceitação pela sociedade dos projetos anti direitos das mulheres.
    Nosso marco teórico será a Economia Política da Comunicação. As pesquisas de Lima e Silva (2023), Vilaça e D’Andrea (2021), Valente (2023) e Santini (2024) são a base estrutural para discutir a misoginia na internet, a construção da machosfera no Brasil e a sua relação com a extrema direita. Como metódo, vamos adotar a Análise de Discurso (Orlandi).
     
    1https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2025/12/brasil-vive-epidemia-de-violencia-de-genero-diz-pesquisadora.shtml. Acesso em: 25 de janeiro de 2026.
  • Palavras-chave
  • MACHOSFERA; VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER; DESINFORMAÇÃO DE GÊNERO
  • Modalidade
  • Comunicação oral
  • Área Temática
  • GT 8 - Estudos Críticos sobre identidade, gênero e raça
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